O advogado Walter Rapuano, responsável pela defesa da mulher que denunciou ter sido violentada por um policial civil dentro da delegacia de Sorriso (a 397 km de Cuiabá), afirmou que a vítima foi detida por engano.
Segundo o defensor, a mulher foi conduzida à unidade policial como suspeita, mas posteriormente teve a inocência comprovada. Durante o período em que permaneceu na delegacia, ela teria sido vítima de violência sexual praticada pelo policial civil Manoel Batista da Silva.
A defesa informou que solicitou o resguardo das imagens do programa Vigia Mais MT, sistema de monitoramento por câmeras. O objetivo é garantir a preservação das gravações que mostram o trajeto entre o local do suposto crime investigado e a residência da mulher detida, bem como o percurso até a casa da verdadeira suspeita.
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O pedido também foi formalmente comunicado ao delegado responsável pelo caso, a fim de assegurar que as imagens sejam mantidas para eventual perícia e utilização no processo judicial.
De acordo com o advogado, a vítima comunicou o ocorrido logo após ser liberada, quando sua inocência foi confirmada. O caso está sendo apurado pelas autoridades competentes.
A investigação deve analisar as circunstâncias da detenção, os registros internos da delegacia, além de possíveis provas materiais e testemunhais.
O espaço permanece aberto para manifestação da defesa do policial citado.




