O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, gerou forte repercussão política após declarar, durante o ato “Acorda Brasil”, realizado no último domingo (1º), na Praça Oito de Abril, que está “se lixando” para eleitores de esquerda da capital.
A manifestação reuniu apoiadores alinhados à direita e ocorreu em meio a discursos críticos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministros do Supremo Tribunal Federal. Durante sua fala, o prefeito incentivou apoiadores a reagirem nas redes sociais contra adversários políticos, sugerindo provocações como forma de enfrentamento ideológico.
Discurso e repercussão política
Em discurso de tom político e ideológico, Brunini afirmou não se preocupar com críticas de setores da esquerda cuiabana e estimulou militantes a intensificarem o embate virtual. A declaração provocou reações de adversários e ampliou o debate sobre o papel institucional de um gestor público após a eleição.
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O prefeito também desafiou lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT), como os deputados estaduais Lúdio Cabral e Valdir Barranco, a disputarem cargos majoritários nas próximas eleições.
Números da eleição
No primeiro turno da eleição municipal, Abilio Brunini obteve 39,61% dos votos válidos (126.944). O então candidato petista Lúdio recebeu 28,31% (90.719). Eduardo Botelho alcançou 27,77% (89.977), enquanto Domingos Kennedy registrou 4,31% (13.805). Votos brancos somaram 2,88% e nulos 3,66%.
A soma dos votos destinados a outros candidatos, além de brancos e nulos, ultrapassa 60% do eleitorado que participou do pleito no primeiro turno, dado que vem sendo utilizado por críticos para sustentar o argumento de que o prefeito governa com base em uma parcela minoritária do total de eleitores.
Debate sobre governabilidade
Especialistas em ciência política costumam destacar que, após o processo eleitoral, o desafio dos gestores é ampliar pontes institucionais e governar para toda a população, independentemente de alinhamento ideológico. Declarações que reforçam divisões políticas tendem a aprofundar a polarização e dificultar consensos administrativos.
Até o momento, não houve nota oficial da Prefeitura detalhando ou contextualizando as declarações feitas durante o ato.




