A CPI mista do INSS aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula. A decisão foi marcada por intensos protestos e confusão entre parlamentares. Governistas se dirigiram à mesa diretora para contestar o resultado, gerando empurra-empurra e até golpes. O deputado Rogério Correa admitiu ter atingido o colega Luiz Lima durante o tumulto, mas pediu desculpas logo depois.
A votação, conduzida por contraste visual, gerou contestação. O deputado Paulo Pimenta pediu a anulação alegando erro na contagem dos votos, mas a solicitação foi negada pelo presidente da CPI, Carlos Viana. Segundo Viana, a contagem foi feita duas vezes e a decisão foi mantida.
A oposição aponta suspeitas envolvendo Lulinha após mensagens interceptadas pela Polícia Federal no celular de Antônio Carlos Camilo, o “Careca do INSS”. Nessas mensagens, Careca teria mencionado um pagamento de R$ 300 mil para Lulinha. Os governistas alegam perseguição política, enquanto a oposição defende a necessidade de apurar as denúncias.
Além disso, a CPI aprovou a convocação de Gustavo Gaspar, ex-assessor do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e Augusto Ferreira Lima, ex-CEO do Banco Master, para prestarem esclarecimentos.
Lulinha se tornou alvo de disputas políticas desde que a Gamecorp, sua empresa, obteve contratos milionários de empresas de telecomunicação, especialmente a Telemar/Oi. Essa investigação se soma a outras polêmicas envolvendo seu nome durante a operação Lava Jato.
Com muitas dúvidas e acusações no ar, a CPI reforça seu trabalho investigativo, enquanto o clima de polarização política continua a esquentar em Brasília.




