Os Correios enfrentaram um ano difícil em 2025, com nenhuma unidade estadual alcançando a meta de entregas dentro do prazo. Segundo levantamento da estatal, o índice nacional foi de 90,18%, abaixo da meta de 95,54%, e Roraima apresentou o pior desempenho do país, com apenas 64,84% das encomendas entregues no prazo. A Região Norte concentrou os piores resultados, evidenciando desafios logísticos e operacionais.
A empresa atribui os atrasos principalmente à paralisação das transportadoras ao longo de 2025. Devido a dívidas acumuladas de mais de R$ 3,7 bilhões com fornecedores, fundo de pensão, plano de saúde e tributos, algumas empresas suspenderam os serviços de transporte de cargas — o que gerou uma crise na malha de distribuição. Somado a isso, a carência de mão de obra e lacunas nos processos produtivos contribuíram para um cenário de backlog em várias superintendências.
Apesar das dificuldades, os Correios apontam uma leve melhora no desempenho em relação ao mesmo período de 2024 e relatam a adoção de medidas emergenciais para tentar sanar os problemas, como renegociações com fornecedores, contratações emergenciais de operadores logísticos regionais, ajustes nos processos de transporte e priorização de encomendas urgentes.
Além disso, a crise financeira da estatal chamou atenção do Congresso. Requerimentos apresentados à Câmara questionam a situação econômico-financeira da empresa e trazem à tona dúvidas sobre a regularidade em contratações e intermediadores de serviços. Os pedidos foram protocolados para os órgãos de fiscalização, mas ainda aguardam tramitação.
O cenário coloca os Correios em evidência pela sua dificuldade em garantir um serviço essencial, enquanto suas estratégias para recuperação seguem sob análise.




