CentroesteNews
10/12/2025
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A cidade de São Paulo enfrentou uma tarde de caos por causa das fortes rajadas de vento registradas nesta quarta-feira (10). O Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul, contabilizou 121 voos cancelados até as 17h30, sendo 50 chegadas e 71 partidas. No Aeroporto Internacional de Guarulhos, ao menos 31 voos precisaram ser desviados para outros terminais por questões de segurança.
Os ventos passaram dos 96 km/h em Congonhas por volta do meio-dia, conforme dados da Defesa Civil, intensidade considerada muito forte e capaz de causar danos em estruturas, queda de galhos e riscos à circulação de veículos e pedestres. Passageiros relataram longas esperas dentro das aeronaves após o pouso, além de demora para a liberação de escadas e para o desembarque.
A concessionária responsável por Congonhas informou que o aeroporto permanece em funcionamento, mas que as decisões operacionais de cancelar, atrasar ou alternar voos partiram das companhias aéreas e do controle de tráfego, em razão das condições climáticas severas. A orientação foi para que os passageiros consultem diretamente as empresas antes de se deslocarem aos terminais.
Companhias como Latam e Gol confirmaram impactos nas operações, com atrasos, cancelamentos e desvios em voos de chegada e saída da capital paulista. Em Guarulhos, a administradora do aeroporto afirmou que as chegadas foram momentaneamente interrompidas por questões de segurança, mas que as operações começaram a ser normalizadas no fim da tarde, mantendo as partidas sem alterações significativas.
O cenário de ventos extremos é consequência da influência de um ciclone extratropical formado na Região Sul do país, que avançou pelo Sudeste e atingiu também o Centro-Oeste. Segundo especialistas, esse tipo de sistema atmosférico é capaz de gerar tempestades intensas, pressão muito baixa e rajadas que podem ultrapassar 100 km/h.
Na capital e na Região Metropolitana, o rastro da ventania incluiu quedas de árvores, interdições de vias importantes, fechamento de parques e falta de energia em grande escala. Mais de 1,8 milhão de imóveis ficaram sem luz. Na Avenida Paulista, uma árvore de grande porte bloqueou o acesso ao Japan House, enquanto na Zona Norte outra queda por pouco não atingiu veículos em uma rotatória.
O impacto do evento climático também chegou a unidades de saúde. Pacientes relataram que o Hospital São Paulo teve o funcionamento prejudicado por falta de energia, o que levou ao cancelamento e reagendamento de consultas. A concessionária de energia informou que as falhas ocorreram devido ao contato de galhos, árvores e objetos lançados pelo vento sobre a rede elétrica.
A Defesa Civil alertou que episódios de ventos extremos têm se tornado mais frequentes nos últimos anos e que situações semelhantes podem se repetir, principalmente durante a atuação de ciclones extratropicais no Sul do país, exigindo atenção redobrada das autoridades e da população.