CentroesteNews
12/12/2025
A crise política na Venezuela e a pressão dos Estados Unidos abriram um novo capítulo diplomático na região. A chanceler da Colômbia, Rosa Villavicencio, afirmou que o país não descarta conceder asilo político a Nicolás Maduro caso ele renuncie à presidência e peça proteção internacional.
Segundo Villavicencio, EUA e Venezuela fizeram contatos recentes para negociar uma saída segura para Maduro. A diplomata deixou claro que Bogotá não impediria o venezuelano de buscar abrigo:
“Se essa saída implicar que ele deve viver em outro país ou pedir proteção, então a Colômbia não teria por que lhe dizer não.”
A imprensa norte-americana — Miami Herald e The New York Times — revelou que Maduro e Donald Trump conversaram por telefone em 21 de novembro. Trump teria oferecido passagem segura para Maduro, a esposa Cilia Flores e o filho, desde que ele renunciasse imediatamente, o que o líder venezuelano rejeitou. Sem acordo, a negociação foi encerrada.
A tensão aumentou após a recente apreensão de um mega navio petroleiro pelos EUA no Caribe, ação que ampliou o cerco contra Caracas.
A Colômbia também entrou no foco de Trump. O republicano acusa Gustavo Petro de ser um “narcotraficante” e afirmou nesta quinta-feira (11/12):
“É melhor ele se conscientizar ou será o próximo… Ele será o próximo em breve.”
As declarações inflamam ainda mais o cenário geopolítico sul-americano, especialmente diante das pressões simultâneas sobre Venezuela e Colômbia.