CentroesteNews
22/07/2025
Apesar da ampliação da campanha contra a gripe para toda a população acima de seis meses, Mato Grosso ainda enfrenta baixos índices de vacinação. Desde o início da campanha, em abril, até julho, foram aplicadas apenas 627.128 doses. A cobertura entre os grupos prioritários – crianças, idosos e gestantes – é de apenas 39,2%, abaixo da média nacional de 44,4%. A meta do Ministério da Saúde é vacinar ao menos 95% desse público, o equivalente a 840 mil pessoas no estado.
Embora a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) já tenha distribuído mais de 1,2 milhão de doses aos municípios, muitos ainda enfrentam dificuldades para atingir os objetivos da campanha. As cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis, por exemplo, têm as maiores populações, mas apresentam coberturas proporcionais abaixo da média estadual: 36,8%, 28,5% e 42,9%, respectivamente. Esse cenário preocupa as autoridades de saúde, especialmente diante da chegada do inverno, quando há aumento de casos de doenças respiratórias.
Por outro lado, algumas cidades se destacam positivamente no combate à gripe. Planalto da Serra atingiu 97,5% de cobertura vacinal entre os grupos prioritários, seguida por União do Sul (80,7%) e São José do Povo (76,3%). O secretário de Saúde do estado, Gilberto Figueiredo, parabenizou o esforço das gestões municipais e fez um apelo à população. “A vacina está disponível. Basta procurar uma UBS próxima. A prevenção é o melhor caminho para evitar internações e complicações graves”, afirmou.
A superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Alessandra Moraes, reforçou que os riscos aumentam com o frio e que a vacinação pode reduzir a pressão sobre o Sistema Único de Saúde (SUS). Ela propôs medidas como ações “extramuro” (fora das UBSs), busca ativa da população não vacinada e funcionamento estendido das unidades básicas para ampliar o acesso. Segundo Moraes, essas estratégias são fundamentais para alcançar a meta e proteger os mais vulneráveis.
Desde 2021, Mato Grosso conta com o programa “Imuniza Mais MT”, criado para premiar os municípios que alcançam boas coberturas vacinais. A iniciativa já distribuiu quase R$ 20 milhões em recursos aos municípios mais bem avaliados com base nas metas do calendário básico infantil. Agora, a expectativa é que o mesmo empenho seja direcionado à vacinação contra a influenza, que é essencial para frear o avanço de doenças respiratórias e reduzir internações hospitalares em um período crítico.