A investigação sobre a morte do menino Benício Xavier, de 6 anos, ganhou um novo desdobramento nesta segunda-feira (23). A Polícia Civil do Amazonas informou que um vídeo apresentado pela médica Juliana Brasil teria sido adulterado.
O material, segundo os investigadores, foi possivelmente manipulado com o objetivo de atribuir a um erro no sistema hospitalar a aplicação incorreta de adrenalina na criança, ponto central das apurações sobre a causa da morte.
Novo foco da investigação
Além da médica, a polícia agora investiga a participação de Geovana Brasil, irmã da profissional e estudante de medicina. Ela é suspeita de ter colaborado na possível alteração do vídeo utilizado como prova.
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A inclusão de um novo nome no inquérito amplia a complexidade do caso, que já vinha gerando forte repercussão em Manaus.
Suspeita de manipulação
De acordo com a polícia, a adulteração do vídeo teria sido uma tentativa de sustentar a versão de que houve falha no sistema do hospital, e não erro humano na aplicação da medicação.
A análise técnica do material levantou inconsistências que levaram os investigadores a concluir que o conteúdo pode ter sido alterado.
Entenda o caso
O menino Benício morreu após atendimento em um hospital particular da capital amazonense. A principal linha de investigação aponta para a possível administração incorreta de adrenalina durante o atendimento médico.
A apuração busca esclarecer se houve negligência, imperícia ou tentativa de encobrir falhas no procedimento.
Próximos passos
A Polícia Civil segue com a coleta de provas, perícias e depoimentos para esclarecer completamente o caso. Se confirmada a adulteração, os envolvidos podem responder também por fraude processual, além de outras possíveis responsabilidades criminais.