CentroesteNews
10/12/2025
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Um casal norte-coreano, ambos com cerca de 50 anos, foi executado publicamente em Pyongyang após ser acusado pelas autoridades de obter lucros considerados excessivos ao vender bicicletas e acessórios, incluindo modelos elétricos, um produto cada vez mais comum na capital do país.
Segundo relatos divulgados por veículos internacionais, a execução ocorreu diante de aproximadamente 200 pessoas, entre elas crianças. O objetivo teria sido enviar uma mensagem direta à população sobre os limites impostos pelo regime à atividade econômica privada, ainda que parcialmente autorizada.
Apesar de o casal possuir registro legal para operar suas lojas, as autoridades iniciaram uma investigação alegando que os dois ultrapassaram o teto de lucro permitido e que sua prosperidade poderia causar “desordem” e influenciar negativamente outros comerciantes. O comportamento, segundo o governo, seria “contrário ao espírito do regime”.
O episódio se soma a relatos recorrentes de repressão severa na Coreia do Norte, onde o controle estatal sobre a economia e o cotidiano é rígido e onde não há garantias jurídicas básicas para cidadãos acusados de crimes econômicos ou políticos.
Devido ao isolamento extremo do país, não há confirmação oficial de todas as circunstâncias do caso, mas organizações internacionais apontam que execuções públicas por motivos econômicos têm sido registradas ao longo dos anos.
O caso reacendeu debates internacionais sobre violações de direitos humanos no país, reforçando preocupações sobre a ausência de transparência, julgamentos justos e limites claros no exercício do poder estatal.