A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um novo alerta sobre o uso de medicamentos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras” sem prescrição e acompanhamento médico. A preocupação central da agência é o aumento das notificações de casos de pancreatite, inflamação grave do pâncreas que pode evoluir para complicações severas e até levar à morte.
Os medicamentos injetáveis utilizados para controle do diabetes tipo 2 e, em alguns casos, para tratamento da obesidade, passaram a ser amplamente utilizados com finalidade estética, especialmente após a popularização nas redes sociais. O uso indiscriminado, segundo a Anvisa, tem contribuído para efeitos adversos relevantes.
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Desde junho de 2025, a venda desses medicamentos passou a exigir receita médica com retenção obrigatória, medida adotada para coibir o uso inadequado e reforçar o controle sanitário. A agência também alerta para o risco de compra em plataformas online e redes sociais, onde há possibilidade de produtos falsificados ou armazenados de forma inadequada, o que pode comprometer ainda mais a saúde do consumidor.
Risco de pancreatite
A pancreatite é uma inflamação do pâncreas que pode causar dor abdominal intensa, náuseas, vômitos e febre. Em casos graves, pode levar à internação prolongada, infecções generalizadas e falência de órgãos.
Especialistas explicam que, embora o risco seja considerado raro, ele existe e precisa ser monitorado. O problema se agrava quando o medicamento é utilizado sem avaliação médica prévia, especialmente por pessoas que já possuem histórico de problemas pancreáticos, cálculos biliares ou consumo excessivo de álcool.
Outro ponto de preocupação é que o uso sem acompanhamento pode mascarar sintomas iniciais ou dificultar o diagnóstico, atrasando o início do tratamento adequado.
Orientação médica é indispensável
A Anvisa reforça que qualquer medicamento deve ser utilizado apenas sob orientação médica, com avaliação individualizada de riscos e benefícios. Ao apresentar sintomas como dor abdominal intensa e persistente, especialmente irradiando para as costas, o paciente deve procurar atendimento médico imediato.
O alerta também serve como reflexão sobre a cultura do emagrecimento rápido e sem acompanhamento profissional, que pode colocar a saúde em risco. Médicos destacam que o tratamento da obesidade deve ser multidisciplinar, envolvendo acompanhamento clínico, nutricional e, quando necessário, psicológico.