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Câmara aprova acordo Mercosul–União Europeia após 25 anos de negociações

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A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (25), o acordo de livre comércio firmado entre o Mercosul e a União Europeia. Com o aval dos deputados, o texto segue agora para análise do Senado Federal.

Na terça-feira (24), a proposta já havia sido aprovada pela representação brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul), passando então a tramitar como projeto de decreto legislativo.

Relatoria e posicionamento

O parecer na Câmara foi apresentado pelo deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), que destacou a assinatura do acordo como um marco histórico após mais de duas décadas e meia de negociações.

Segundo o relator, o tratado representa a consolidação da economia brasileira e amplia a inserção do país nas cadeias globais de valor. Ele reconheceu que podem surgir divergências comerciais, mas defendeu que eventuais conflitos sejam resolvidos por meio de diálogo e cooperação entre os blocos.

O relatório também prevê a possibilidade de acionar mecanismos de reequilíbrio de concessões caso medidas internas da União Europeia prejudiquem setores exportadores brasileiros.

 Salvaguardas para o agro

Um dos pontos de atenção levantados foi a necessidade de salvaguardas especiais para produtos agropecuários e agroindustriais. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou que, em reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o governo indicou que deve editar decretos com medidas de proteção ainda durante a tramitação do acordo.

 Próximos passos

O tratado foi oficialmente celebrado em Assunção, no Paraguai, no início deste ano. Para entrar plenamente em vigor, ainda precisa de aprovação por maioria simples no Parlamento Europeu e ratificação pelos parlamentos nacionais dos países do Mercosul.

Caso o Congresso brasileiro conclua a aprovação no primeiro semestre, o Brasil poderá iniciar a implementação do acordo sem precisar aguardar a ratificação dos demais países do bloco, como Argentina e Paraguai.

O avanço do texto é considerado estratégico para ampliar exportações, reduzir tarifas e fortalecer relações comerciais entre América do Sul e Europa.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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