CentroesteNews
15/12/2025
Mais Lidas
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou por exames de ultrassonografia na tarde deste domingo (14), dentro da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e recebeu indicação médica para a realização de cirurgia. De acordo com a defesa, os exames identificaram duas hérnias inguinais, condição que exige procedimento cirúrgico como tratamento definitivo.
A avaliação foi feita após autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que permitiu a entrada de um médico com aparelho de ultrassom portátil na unidade onde Bolsonaro está preso. A medida atendeu a um pedido da defesa, que alegou a necessidade de atualização do quadro clínico do ex-presidente sem a necessidade de deslocamento externo.
Segundo o advogado João Henrique de Freitas, os médicos responsáveis foram categóricos ao apontar que a cirurgia é a única alternativa para resolver o problema de forma definitiva. A hérnia inguinal ocorre quando parte do intestino ou tecido abdominal se desloca por uma abertura na região da virilha, podendo causar dor, inchaço e desconforto, especialmente durante esforços físicos.
Bolsonaro está preso desde 22 de novembro na Superintendência da Polícia Federal, inicialmente em prisão preventiva. Após o trânsito em julgado da condenação relacionada à trama golpista, em 25 de novembro, ele passou a cumprir a pena em regime fechado.
A realização do ultrassom faz parte de uma etapa preliminar exigida pelo STF. O ministro Alexandre de Moraes havia determinado que a Polícia Federal realizasse uma perícia médica oficial, com prazo de 15 dias, para avaliar a real necessidade de uma intervenção cirúrgica imediata. Esse prazo ainda está em curso.
Antes disso, no dia 9 de dezembro, a defesa protocolou pedido para que Bolsonaro fosse autorizado a realizar o procedimento cirúrgico no Hospital DF Star, em Brasília, além de permanecer internado pelo tempo considerado necessário para a recuperação adequada. Após questionamentos do STF sobre a atualidade dos documentos médicos apresentados, os advogados reforçaram a solicitação com novos laudos e pedidos médicos atualizados, o que levou à autorização do exame realizado neste domingo.
Agora, o quadro clínico atualizado deve ser anexado ao processo e analisado pela perícia oficial, que vai subsidiar a decisão judicial sobre uma eventual autorização para cirurgia fora da unidade prisional.