Beatriz Haddad Maia vive um momento delicado em sua carreira. Eliminada novamente em Doha, desta vez na partida contra a indonésia Janice Tjen, a tenista segue acumulando derrotas difíceis e preocupantes neste início de temporada. O jogo durou apenas 70 minutos e terminou com parciais de 6/0 e 6/1, mostrando um desempenho muito aquém do esperado para a atual número 1 do Brasil. Erros constantes, falta de confiança e um comportamento visivelmente abalado marcaram a partida, na qual Bia arrancou preocupados olhares ao fazer cara de choro logo no início do segundo set.
Após receber uma chance como “lucky loser” para disputar a chave principal do torneio, Bia não conseguiu aproveitar a oportunidade e se despediu de mais uma competição no ano. Essa sequência de resultados negativos chama atenção para um contraste com seu rendimento de anos anteriores, quando chegou a ocupar posições de destaque no ranking WTA. Atualmente, ela figura no 65º lugar do Live WTA ranking e, com a nova derrota, provavelmente cairá ainda mais.
As questões agora vão além do lado técnico. O problema é físico? Não parece. Mental? Possivelmente. O fato é que sua performance evidencia uma tenista desconectada de seu potencial e de sua melhor forma. Em 2024, encerrou o ano em queda, após resultados difíceis e uma decisão de priorizar a recuperação física e mental. No entanto, as promessas de volta por cima ainda não aconteceram.
As derrotas no Australian Open, em Abu Dhabi e agora em Doha refletem um momento crítico que não pode mais ser ignorado. Algo precisa mudar. Seja apoio emocional, ajustes técnicos ou novas estratégias, o cenário aponta para a urgência de uma ação conjunta. Família, amigos e equipe técnica devem assumir protagonismo neste momento para ajudar nossa maior representante no tênis a reencontrar sua melhor versão. A hora de agir é agora.


