CentroesteNews
09/01/2026
Um ano antes de determinar a liquidação do banco Master, o Banco Central já havia identificado problemas estruturais relacionados à capacidade da instituição de captar recursos e honrar seus compromissos financeiros. As informações constam em um parecer sigiloso elaborado por auditores do Tribunal de Contas da União (TCU), com base em dados enviados pela autoridade monetária.
Segundo o documento, o Banco Central alertou o banco do executivo Daniel Vorcaro sobre o risco de adoção de “medidas prudenciais preventivas”, diante da persistente falta de liquidez. Esses alertas começaram em novembro de 2024 e se repetiram até setembro de 2025, período em que a situação financeira da instituição permaneceu sob monitoramento.
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A análise foi conduzida pela Unidade de Auditoria Especializada em Bancos Públicos e Reguladores Financeiros do TCU, que concluiu não haver respaldo para a alegação do banco de que a liquidação teria sido um ato precipitado por parte do Banco Central. Para os auditores, os sinais de fragilidade financeira eram conhecidos e reiteradamente comunicados à administração do Master.
O parecer reforça que a decisão final de liquidação ocorreu após uma sequência de alertas e avaliações técnicas, afastando a narrativa de surpresa ou ausência de fundamentos regulatórios por parte da autoridade monetária.