CentroesteNews
10/01/2026
Os Estados Unidos intensificaram neste sábado (10) os bombardeios contra o grupo jihadista Estado Islâmico na Síria em uma ampla operação militar. De acordo com o comando militar americano, os ataques fazem parte da operação Hawkeye, uma resposta direta ao ataque ocorrido em dezembro que matou três americanos em Palmira, no centro do território sírio. O ataque de dezembro tinha como alvo um comboio de forças americanas e sírias, deixando, além das vítimas fatais, três soldados americanos feridos.
Embora o comunicado divulgado pelo controle militar americano não tenha detalhado se os novos bombardeios resultaram em mortes no território sírio, o Pentágono e o Departamento de Estado não comentaram o desdobramento da ofensiva. A operação reflete o posicionamento estratégico dos EUA na região, onde cerca de mil soldados americanos permanecem estacionados para dar suporte às ações contra o Estado Islâmico.
Desde dezembro, os Estados Unidos lideram ataques aéreos e operações terrestres na Síria, em parceria com as forças de segurança locais, com o objetivo de desmantelar células do grupo extremista. O autor do ataque de dezembro, que resultou em baixas americanas, foi identificado como um integrante das forças sírias simpatizante do Estado Islâmico e acabou morto no local.
Atualmente, o governo sírio, liderado por Ahmed al-Sharaa, coopera com a coalizão militar americana na luta contra o Estado Islâmico. Após anos de conflitos internos, a Síria busca reconstruir sua estabilidade política e mantém esforços para conter as ameaças extremistas, que ainda representam riscos à região. A ofensiva recente, no entanto, reforça as tensões e o desafio contínuo de se combater um inimigo que persiste, apesar das derrotas territoriais acumuladas ao longo dos anos.
A ação militar reforça o foco estratégico dos EUA na região, mantendo sua presença e colaboração com aliados locais, enquanto busca uma resposta a episódios que evidenciam que a ameaça do Estado Islâmico não está completamente eliminada.