Um ataque violento marcou a noite desta sexta-feira (13) no Arco do Triunfo, um dos monumentos mais icônicos de Paris. Um homem armado com uma faca tentou esfaquear guardas que faziam a vigilância no local, mas foi morto pela polícia antes de ferir qualquer pessoa. O presidente francês, Emmanuel Macron, classificou o ato como um ataque terrorista de motivação islâmica, reforçando a seriedade do ocorrido.
De acordo com autoridades, o agressor tentou atingir um dos policiais da Guarda Republicana enquanto turistas passeavam pela área, mas foi imediatamente neutralizado por outro oficial. Não houve feridos entre civis ou policiais, e o departamento antiterrorista foi acionado para investigar o caso. Macron emitiu uma declaração enérgica e simbólica após o incidente: “No Arco do Triunfo, esta noite, enquanto a Chama era reacendida, um ataque terrorista teve como alvo a Guarda Republicana. Diante do terrorismo islâmico, a chama republicana sempre permanecerá acesa.”
O ataque gerou comoção em Paris e levantou memórias dolorosas de atentados anteriores, como os que ocorreram em 2015, que abalaram profundamente a França. Entre eles, o ataque à redação do Charlie Hebdo e, meses depois, o atentado coordenado em vários pontos da capital, incluindo a casa de shows Bataclan, onde dezenas de vidas foram ceifadas.
Embora nenhum grupo tenha reivindicado a autoria do atentado no Arco do Triunfo até agora, o episódio reacendeu o clima de alerta na França e reforçou a vigilância em locais turísticos e símbolos nacionais. O monumento e os arredores foram interditados pouco após o ocorrido, enquanto policiais e turistas ainda processavam a gravidade do que havia acontecido.
O atentado coloca novamente em discussão a fragilidade da segurança em pontos turísticos e a persistência de ameaças terroristas no país. O Arco do Triunfo, que simboliza a força e o orgulho nacional da França, se transformou, naquela noite, em cenário de mais um episódio que reforça as dificuldades enfrentadas pela nação no combate ao terrorismo e na preservação de seus valores republicanos diante de tais desafios.


