A derrota em uma ação judicial foi o estopim para o assassinato de Daiane Alves, de 43 anos, corretora de imóveis em Caldas Novas. Segundo a Polícia Civil, Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, síndico do condomínio onde ela morava, planejou e executou o crime após se irritar com a decisão que permitiu que Daiane continuasse a residir no local, mesmo após anos de conflitos entre os dois.
Tudo começou em novembro de 2024, quando Daiane assumiu a administração dos aluguéis de seis apartamentos da família, responsabilidade anteriormente delegada ao síndico. A relação, já delicada, piorou em março de 2025, quando a corretora iniciou uma série de processos contra Cléber por conta de irregularidades no condomínio. A disputa teve seu ápice em outubro, quando o síndico promoveu uma assembleia para tentar impedi-la de morar e frequentar o prédio. Em dezembro, a Justiça concedeu vitória a Daiane, antes de ela desaparecer poucos dias depois.
As investigações revelaram detalhes perturbadores de como o crime foi cuidadosamente premeditado por Cléber. Apesar de ter confessado o assassinato, ele inicialmente alegou legítima defesa, versão que foi rapidamente contestada pela polícia e pela perícia. Imagens recuperadas do celular da corretora mostraram que ela foi atacada pelas costas, sem qualquer chance de reação. Cléber, que usava luvas e um capuz, colocou Daiane ainda com vida em sua caminhonete e a levou para uma área de mata, onde a executou com dois tiros.
O delegado André Barbosa, responsável pelo caso, afirmou que não há dúvidas sobre a premeditação do crime, motivado por uma disputa de poder e rancores acumulados ao longo dos meses de conflitos. Cléber Rosa foi preso mais de 40 dias após o desaparecimento da vítima e agora aguarda o desdobramento do processo judicial pelo homicídio que chocou a cidade.




