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Apartamento milionário, esquema de corrupção e PF na porta: o que há por trás do caso Félix Mendonça Jr.?

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CentroesteNews

13/01/2026

A Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira (13) mandados de busca e apreensão contra Félix Mendonça Jr. (PDT-BA), deputado federal e principal alvo da nova fase da Operação Overclean. A investigação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de desvio de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro. Aos 62 anos, Félix está em seu quarto mandato como deputado e suas propriedades foram incluídas na operação, incluindo um luxuoso apartamento em Salvador, no edifício Mansão Wildberger, no Corredor da Vitória, uma das áreas mais nobres da cidade.

O prédio, reconhecido pelo luxo e pela vista privilegiada para a Baía de Todos-os-Santos, possui apartamentos que podem superar 900 m² e custar mais de R$ 55 milhões. Entre os moradores estão personalidades como o cantor Bell Marques e o jogador Everton Ribeiro, do Bahia. A incursão no local é parte de um total de nove mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com ações ainda realizadas em Brasília e nas cidades baianas de Mata de São João e Vera Cruz.
Félix Mendonça Jr. nasceu em Itabuna, no sul da Bahia, e é filho do ex-deputado federal Félix Mendonça, que faleceu em 2020 vítima de Covid-19. Ele ocupa o cargo de deputado federal desde 2010 e, nas últimas eleições, declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) possuir um patrimônio de R$ 3 milhões. Entre os bens listados estão uma casa na Praia do Forte, avaliada em R$ 660 mil, e uma embarcação de R$ 200 mil.
A Operação Overclean, que já está em sua nona fase, busca desarticular esquemas em que verbas públicas de emendas parlamentares eram desviadas por meio de licitações manipuladas. Empresas favorecidas venciam contratos superfaturados, e o dinheiro obtido de maneira ilícita era distribuído entre os envolvidos. A investigação aponta ainda para possíveis crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, além de fraude em licitações. O bloqueio de R$ 24 milhões foi determinado pelo STF para impedir movimentações financeiras de origem ilícita nas contas dos investigados.
O g1 tentou contato com a equipe de comunicação de Félix Mendonça Jr., mas até o momento não obteve retorno oficial. A operação segue em andamento e traz à tona mais uma etapa do esforço das autoridades para combater esquemas de corrupção envolvendo recursos públicos.
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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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