A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que pretende analisar, até o fim de 2026, mais oito pedidos de registro de canetas à base de análogos do GLP-1. A expectativa é que uma delas tenha a decisão publicada ainda em agosto, enquanto as demais deverão ser avaliadas até dezembro, desde que não haja necessidade de complementação de informações pelas fabricantes.
Desde a chamada pública realizada em agosto de 2025, a Anvisa recebeu 24 pedidos de registro para esse tipo de medicamento. Até o momento, seis produtos foram aprovados, cinco tiveram o registro negado, uma análise deve ser concluída neste mês, sete seguem em avaliação e outras cinco serão examinadas ao longo do segundo semestre.
Os medicamentos utilizam os princípios ativos semaglutida e liraglutida, os mesmos presentes em produtos como Ozempic, Wegovy e Saxenda. Apesar da semelhança, as canetas aprovadas até agora possuem indicação para o tratamento do diabetes, e não da obesidade.
Segundo a Anvisa, a maior parte dos produtos é registrada por empresas brasileiras, embora muitos sejam fabricados na Índia e importados por meio de acordos de transferência de tecnologia.
De acordo com o diretor-presidente da agência, Leandro Safatle, o Brasil é atualmente o país com o maior número de opções de canetas análogas ao GLP-1, cenário que pode contribuir para a redução dos preços desses medicamentos nos próximos meses.