CentroesteNews
13/01/2026
O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) negou, nesta terça-feira (13), qualquer envolvimento em crimes relacionados ao desvio de emendas parlamentares e afirmou que a nova fase da Operação Overclean, deflagrada pela Polícia Federal, lhe causou “estranhamento”. Em nota divulgada poucas horas após a ação, o parlamentar atribuiu a iniciativa policial à demora nas investigações e sustentou que não houve apresentação de fatos novos desde a última apuração, realizada em junho de 2025.
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A operação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal teve como objetivo aprofundar investigações sobre supostos desvios de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo emendas parlamentares. Como já divulgado, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e autorizados bloqueios financeiros, ampliando o alcance das apurações conduzidas pela PF, com apoio da Receita Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU).
Em sua manifestação pública, Félix Mendonça Júnior foi enfático ao negar qualquer irregularidade. Segundo o deputado, nunca houve negociação de emendas, indicação de empresas ou atuação como ordenador de despesas, funções que, segundo ele, não cabem ao mandato parlamentar.
“O papel do parlamentar sempre se limitou à apresentação de emendas, com o objetivo de assegurar recursos federais aos municípios que representa na Bahia”, afirmou, acrescentando que todos os pedidos de destinação de verbas seguiram critérios institucionais e foram direcionados a cidades de sua base eleitoral.
O deputado também declarou que jamais praticou qualquer ato ilegal e que colaborou com as autoridades desde o início das investigações.
Outro ponto destacado na nota foi o questionamento sobre a necessidade de uma nova fase da operação. Mendonça Júnior afirmou que, após mais de seis meses da última apuração, nenhum elemento incriminador teria sido encontrado contra ele, o que, em sua avaliação, tornaria a nova diligência injustificada.
“Passados mais de seis meses, sem que tenha sido encontrado qualquer elemento contra o deputado, a nova diligência causa estranhamento, especialmente diante da inexistência de fatos novos”, diz o comunicado.
Apesar da manifestação do parlamentar, a Polícia Federal informou que as investigações seguem em andamento e que a nova fase da Operação Overclean busca aprofundar a análise de documentos, movimentações financeiras e possíveis conexões entre agentes públicos e privados.
No STF, o caso permanece sob sigilo parcial, e novas medidas não estão descartadas. Especialistas ouvidos avaliam que operações desse tipo costumam avançar por etapas e que manifestações públicas de investigados não interferem no curso técnico das apurações.