O Índice de Preços dos Alimentos da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura voltou a subir em abril e registrou o terceiro avanço consecutivo em 2026. O indicador alcançou 130,7 pontos, representando aumento de 1,6% em relação ao mês de março.
Segundo a FAO, a alta foi impulsionada principalmente pela valorização internacional dos óleos vegetais e dos cereais, refletindo preocupações com oferta global, clima e aumento da demanda em importantes mercados consumidores.
O movimento reforça o cenário de pressão sobre os preços globais dos alimentos, tema que segue no radar de governos, produtores e consumidores em diversos países.
Carnes atingem maior nível da história
Entre os principais destaques do relatório, o subíndice global de carnes alcançou recorde histórico após subir 1,2% em abril.
A valorização foi puxada principalmente por:
- Carne bovina;
- Carne suína;
- Carne de aves.
Especialistas apontam que fatores como aumento da demanda internacional, custos de produção elevados e restrições de oferta em alguns países ajudaram a impulsionar os preços do setor.
O avanço das carnes pode impactar diretamente países exportadores como o Brasil, que ocupa posição de destaque no comércio global de proteína animal.
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Estados produtores como Mato Grosso, Goiás e Paraná podem ser beneficiados pelo cenário internacional favorável às exportações.
Cereais e óleos vegetais pressionam índice
Os preços dos cereais também apresentaram alta, influenciados por preocupações climáticas em regiões produtoras e oscilações no mercado global de grãos.
Os óleos vegetais registraram uma das maiores pressões sobre o índice, refletindo:
- Demanda internacional aquecida;
- Menores estoques globais;
- Custos logísticos;
- Incertezas climáticas.
O comportamento desses produtos é acompanhado de perto porque afeta diretamente cadeias alimentares e preços ao consumidor em todo o mundo.
Laticínios registram recuo
Na contramão dos demais segmentos, o subíndice de laticínios caiu 1,1% em abril.
A redução foi atribuída principalmente ao aumento da oferta internacional e ao enfraquecimento da demanda em alguns mercados importadores.
Mesmo assim, analistas afirmam que o setor segue atento às oscilações climáticas e aos custos de produção, que ainda permanecem elevados em diversas regiões produtoras.
Inflação alimentar segue no radar global
O avanço do índice da FAO reforça preocupações sobre inflação alimentar mundial, especialmente em países mais dependentes de importações.
Economistas alertam que eventos climáticos extremos, conflitos geopolíticos e oscilações cambiais continuam sendo fatores capazes de provocar novas pressões sobre os alimentos ao longo de 2026.