CentroesteNews
05/12/2025
A Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro não analisou, como previsto, a manutenção da prisão do deputado Rodrigo Bacellar. A reunião, marcada para esta quinta-feira, foi adiada para segunda-feira depois que a defesa apresentou um pedido formal alegando que não houve tempo regimental suficiente para preparar a resposta ao processo. O movimento abriu uma nova brecha para a equipe jurídica do parlamentar, que tenta impedir que a prisão seja referendada pelo plenário e ganhe força política dentro da Casa.
Bacellar foi detido por ordem do Supremo Tribunal Federal, investigado por suspeita de vazar dados sigilosos ligados à Operação Zargun. A situação acendeu tensões no Legislativo fluminense e dividiu opiniões sobre os limites da atuação parlamentar quando confrontada por medidas judiciais. O adiamento, embora técnico, foi recebido como mais um capítulo de incerteza para um caso que já se arrasta em meio a disputas políticas e acusações graves.
Para aliados, o tempo extra pode significar a oportunidade de reorganizar a estratégia e tentar reverter o desgaste. Para os críticos, o pedido da defesa apenas prolonga o inevitável e reforça o peso das suspeitas que recaem sobre o deputado. Com a reunião remarcada, a CCJ terá mais alguns dias para avaliar os argumentos apresentados antes que o tema avance ao plenário, que deve enfrentar uma das votações mais sensíveis da atual legislatura.