A morte de Nemesio Oseguera, mais conhecido como “El Mencho”, líder do poderoso Cartel de Jalisco Nova Geração (CJNG), acendeu um alerta sobre a possibilidade de uma escalada de violência no México e em outros países da América Latina. Especialistas apontam que, sem uma sucessão clara no comando, o CJNG pode enfrentar conflitos internos pelo poder, enquanto outros cartéis aproveitam o momento para expandir suas operações.
O CJNG, considerado uma das organizações criminosas mais perigosas do mundo, desempenha um papel central no tráfico de cocaína, heroína, fentanil e até no contrabando humano para os Estados Unidos. A rivalidade com o Cartel de Sinaloa, outro gigante do narcotráfico, intensificou-se nos últimos anos, e a morte de El Mencho pode agravar ainda mais essa disputa, gerando novas batalhas territoriais e sociais.
A linha sucessória do CJNG enfrenta desafios significativos. Com o filho de El Mencho preso nos Estados Unidos, sua esposa e irmãos também encarcerados, a luta pelo controle do cartel deve ocorrer entre comandantes regionais. Analistas sugerem que essas disputas podem se transformar em uma “guerra de sucessão”, resultando em massacres e fragmentações no grupo.
Além dos impactos no México, a morte de El Mencho promete reverberar em países como Colômbia e Equador, partes essenciais da rede de exportação de drogas do CJNG. Nesses locais, alianças com grupos armados e gangues locais podem ser reconfiguradas, levando a novos confrontos pelo controle de rotas e portos estratégicos.
Para o governo mexicano, a morte do líder do CJNG traz tanto riscos quanto oportunidades. O desestabilizado cenário pode gerar aumento no narcoterrorismo, incluindo bloqueios de estradas e ataques a propriedades, como já foi registrado logo após o anúncio da morte de El Mencho. Contudo, também abre caminho para operações mais direcionadas contra os líderes remanescentes dos cartéis.
O México vive um momento delicado, em que a batalha contra os cartéis pode se intensificar, mas precisa ser conduzida de maneira estratégica para evitar uma escalada ainda maior de violência. Enquanto forças de segurança se esforçam para conter a retaliação de facções ligadas ao CJNG, analistas alertam que o impacto da morte de El Mencho vai muito além de suas fronteiras, podendo mudar o equilíbrio de poder em todo o narcotráfico nas Américas.




