A deputada federal reeleita Sônia Guajajara informou que acionará o Ministério Público Federal (MPF) contra declarações feitas pela então vereadora Eduarda Campopiano (PL-SP), eleita deputada estadual em São Paulo nas eleições deste domingo (4).
As declarações foram feitas em maio, durante a participação de Campopiano em um podcast. Na ocasião, a então vereadora afirmou que agradecia a Deus pela colonização e pela catequização dos povos indígenas e associou os povos originários a práticas como canibalismo, sacrifícios e violência contra crianças.
Após a repercussão das falas, a artista e liderança indígena Katú Mirim registrou um boletim de ocorrência contra Campopiano, apontando a possibilidade de crime de racismo.
Agora, segundo Guajajara, sua assessoria jurídica deverá apresentar uma notícia-crime ao MPF e solicitar informações sobre as providências adotadas em relação ao caso.
Em nota, a deputada afirmou que associações generalizadas entre povos indígenas e práticas violentas contribuem para a desumanização dessas populações e para a reprodução de preconceitos contra os povos originários.
Eduarda Campopiano foi eleita deputada estadual mais votada de São Paulo no pleito de 2026, com 1.956.238 votos. Ela deverá assumir o mandato na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) em 2027.