O governo autorizou R$ 25,8 bilhões para apoiar a renegociação de dívidas de produtores rurais. O valor representa cerca de 13% da carteira considerada problemática, estimada em R$ 197,2 bilhões.
A medida foi estabelecida pela Medida Provisória 1.376 e regulamentada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Os recursos, porém, não serão depositados diretamente nas contas dos produtores. A operação envolve recursos do Tesouro Nacional destinados à equalização de juros, permitindo condições diferenciadas para a renegociação dos débitos.
O programa não contempla automaticamente todos os produtores endividados. Entre as exigências está a comprovação de perdas nas safras, condição necessária para que o produtor possa ter acesso às medidas previstas.
A iniciativa busca reduzir a pressão financeira sobre o setor rural e permitir que produtores afetados por perdas consigam reorganizar suas obrigações. No entanto, o alcance do programa dependerá da quantidade de agricultores efetivamente atendidos e da capacidade de recuperação financeira das propriedades.