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EUA e Irã endurecem posições e guerra no Oriente Médio entra em fase crítica

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A guerra no Oriente Médio atinge um novo e perigoso patamar após o fracasso das negociações mediadas pelo Paquistão entre Estados Unidos e Irã. O impasse diplomático, somado à escalada militar de ambos os lados, tem ampliado o clima de instabilidade na região e provocado temores globais de uma crise prolongada, especialmente com o bloqueio do Estreito de Ormuz e possíveis movimentações de tropas norte-americanas.

Fracasso nas negociações e endurecimento de posições

Segundo o New York Times, o governo dos EUA tentou viabilizar um acordo de 15 pontos com Teerã, incluindo exigências como a eliminação de capacidades nucleares iranianas, o fim do enriquecimento de urânio e a retirada de avaliações estratégicas norte-americanas sobre o país persa. O Irã confirmou ter recebido a proposta, mas rejeitou os termos, classificando-os como “inconsistentes com a realidade”.

Como resposta, Teerã apresentou sua própria lista de condições, entre elas:

  • Fim dos ataques dos EUA e Israel;
  • Garantias contra novos bombardeios ao território iraniano;
  • Pagamento de indenizações pelas destruições;
  • Encerramento de conflitos envolvendo Israel no Líbano;
  • Reconhecimento internacional do controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz.

O governo iraniano foi categórico: não haverá cessar-fogo sem aceitação total de suas condições.

Sinais de escalada militar norte-americana

Relatos apontam que Donald Trump tentou deslocar cerca de 2 mil paraquedistas da 82ª Divisão Aerotransportada (especialistas em infiltração e operações terrestres) para posições estratégicas no Oriente Médio. Embora a Casa Branca não confirme oficialmente a ação, analistas veem o movimento como indicação de uma possível invasão terrestre ao Irã.

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A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que Teerã tem “mais uma oportunidade” para cooperar, sob ameaça de ser atingido “com mais força do que jamais foi antes”.

Um conflito que já devasta a região

Os ataques iniciados pelos EUA e Israel em 28 de fevereiro tinham como justificativa oficial a destruição de “resíduos” do programa nuclear iraniano e das capacidades militares de Teerã, argumento que contradiz declarações anteriores de Trump de que o programa nuclear já teria sido destruído após conflitos anteriores.

Desde então:

  • Lideranças iranianas foram mortas, incluindo o ex-aiatolá Ali Khamenei;
  • O Irã respondeu com bombardeios em bases e instalações diplomáticas dos EUA espalhadas pelo Golfo Pérsico;
  • O Estreito de Ormuz (rota de 20% do petróleo mundial) foi bloqueado para embarcações de países aliados aos EUA e a Israel.

O bloqueio já pressiona o mercado internacional, eleva preços do petróleo e acende alertas sobre riscos de recessão global.

Pressão dos países do Golfo

As operações iranianas aumentaram tensões também entre Estados da região. Catar, Kuwait, Emirados Árabes, Bahrein, Arábia Saudita e Jordânia emitiram comunicado cobrando que o Iraque interrompa ações de grupos aliados ao Irã que operam a partir de seu território.

A pressão diplomática busca conter a expansão do conflito, mas especialistas indiquem que a situação está longe de um desfecho.

Trump fala em “recuo”; Irã nega

Donald Trump declarou ter “adiado” ataques a instalações energéticas iranianas após conversas indiretas com Teerã, mas o governo iraniano negou qualquer negociação, classificando a afirmação como “recuo” dos EUA.

Um dia depois, Washington apresentou o plano de 15 pontos, novamente rejeitado. A Casa Branca afirma que negocia com “as pessoas certas” dentro do Irã, mas não deixou claro quem são essas lideranças.

Operações iranianas continuam sem interrupção

Com 27 dias de guerra, o Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) mantém ataques em países do Golfo Pérsico que abrigam instalações americanas. O Irã afirma que continuará suas operações até que os EUA e Israel cessem os ataques e suas condições sejam aceitas.

Sobre o Estreito de Ormuz, Teerã reforçou que a passagem está bloqueada apenas para navios ligados a aliados dos EUA e Israel, enquanto outras embarcações seguem autorizadas.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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