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Remédio no supermercado? Nova lei libera venda, mas com regras rígidas e farmácia separada

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Ir ao supermercado pode, em breve, significar resolver mais do que a lista de compras. Uma nova lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva autoriza a venda de medicamentos dentro desses estabelecimentos, mas com regras claras e controle rigoroso.

Diferente do que muitos imaginavam, os remédios não estarão espalhados pelas prateleiras ao lado de alimentos ou produtos de higiene. A mudança exige que os supermercados criem um espaço exclusivo, funcionando como uma farmácia de verdade.

 Como vai funcionar na prática?

A nova legislação permite que supermercados instalem farmácias dentro de suas lojas, desde que cumpram todas as exigências sanitárias já aplicadas às drogarias tradicionais.

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 Veja os principais pontos:

  • Nada de remédios nas gôndolas comuns
    Medicamentos não podem ser expostos junto com outros produtos.
  • Espaço separado e exclusivo
    A área deve ser delimitada e funcionar de forma independente.
  • Farmacêutico obrigatório
    A presença de um profissional qualificado é exigida durante todo o funcionamento.
  • Venda de medicamentos controlados liberada
    Com retenção de receita e seguindo regras específicas de segurança.
  • Operação flexível
    Pode ser feita pelo próprio supermercado ou por uma rede de farmácia licenciada.
O que muda para o consumidor?

Na prática, a medida pode trazer mais comodidade, permitindo que o cliente resolva tudo em um só lugar. Algumas redes, como o Assaí Atacadista, já vinham se preparando para incluir farmácias em suas unidades.

Por outro lado, especialistas reforçam que medicamentos não são produtos comuns e exigem cuidado na venda e no uso.

O que dizem especialistas do setor?

A Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias avaliou a lei como um avanço em relação a versões anteriores, que permitiam a venda sem controle técnico.

Segundo a entidade, a versão final evitou riscos maiores ao manter:

  • Controle sanitário rigoroso
  • Presença obrigatória de farmacêutico
  • Rastreabilidade dos medicamentos

Já o Conselho Federal de Farmácia também considerou a decisão positiva dentro do cenário possível, destacando que o desafio agora será garantir a fiscalização adequada.

Um alerta importante

Mesmo com a mudança, especialistas reforçam: medicamento não é produto de consumo comum. O uso deve ser sempre orientado por profissionais de saúde, evitando riscos à saúde.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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