Uma operação da Polícia Federal realizada no Rio de Janeiro resultou na prisão de um delegado federal e de um ex-secretário estadual suspeitos de atuar em um esquema de tráfico de influência para beneficiar um grupo criminoso ligado ao tráfico internacional de drogas.
Entre os presos está o delegado Fabrizio José Romano, apontado pelos investigadores como um dos envolvidos na rede de favorecimento ilegal. O nome do ex-secretário estadual detido na operação não havia sido detalhado nas primeiras informações divulgadas.
A ação faz parte da Operação Anomalia, conduzida pela Polícia Federal dentro da força-tarefa Missão Redentor II, que investiga a possível atuação de agentes públicos e advogados na proteção de interesses de organizações criminosas.
Suspeita de tráfico de influência
Segundo as investigações, os suspeitos teriam usado posições estratégicas dentro da estrutura pública para interferir em procedimentos administrativos e investigações policiais, favorecendo integrantes de um grupo criminoso envolvido no tráfico internacional de drogas.
O suposto esquema envolveria intermediação política e institucional, com o objetivo de garantir vantagens ao grupo investigado, incluindo acesso privilegiado a informações e tentativas de influência em decisões relacionadas a investigações.
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Mandados autorizados pelo STF
A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, que expediu mandados de prisão e de busca e apreensão contra diversos alvos.
Além dos dois presos, advogados e servidores públicos também são investigados e tiveram mandados cumpridos durante a operação. As autoridades apuram se havia uma rede estruturada que conectava membros da organização criminosa a agentes do Estado.
Combate à corrupção e ao crime organizado
A força-tarefa Missão Redentor II foi criada para combater a infiltração do crime organizado em instituições públicas, especialmente quando há suspeitas de cooptação de agentes públicos.
Investigadores destacam que esse tipo de atuação criminosa representa risco direto às instituições e à segurança pública, pois pode comprometer investigações e permitir que organizações criminosas ampliem suas atividades.
Os presos devem passar por audiências de custódia e permanecer à disposição da Justiça enquanto o caso segue em investigação.




